16 maio, 2015

las chicas na Espanha

Olá! Volto hoje a atualizar meu blog com informações de viagens que fiz uns 2, 3 anos atrás. Nessa postagem vou falar um pouquinho das minhas viagens pela Espanha. Viajei para o país da dança Flamenga duas vezes. A primeira fui em Setembro de 2012, num outono bem legal com cara de verão. Nessa viagem eu conheci três cidades, sendo que com exceção de Barcelona, visitei cada uma das outras cidades em apenas um dia. Na segunda ida, em Novembro do mesmo ano, fiquei apenas em Barcelona por uma semana, passei o dia em uma praia (quase) deserta em outra cidade e passei pela ilha Tenerife, que é parte da Espanha. Falarei um pouco das outras cidades em outra publicação, pois aqui o foco é BARCELONA!!



Minha primeira ida a Espanha foi com minha prima, que passou uns dias de férias na Europa. Foi uma viagem muito legal! Parceria 100% ótima! Nos divertimos muito passeando pela cidade, pontos turísticos e bares. Lá me hospedei na casa de um amigo, portando não tenho dicas de acomodações. Cheguei na cidade vindo de Dublin, portanto, de avião. Abaixo algumas dicas.

Transporte
Para ir ao centro de Barcelona partindo do aeroporto, ônibus de linha tranquilo bem em frente a saída do Aeroporto El-Prat e trens, chegando por dentro do aeroporto mesmo, a toda hora (informações nesse link).

A capital da Catalunha, Barcelona, é cheia de pontos turísticos e é possível se localizar muito bem. A distância até o centro de ônibus leva em torno de 40 minutos, podendo variar dependendo do trânsito, claro. Já o trem é o transporte que indico por se localizar do lado interno do aeroporto e por isso ser de fácil acesso.

Chegando no centro pode pegar um metrô até o bairro destino utilizando o mesmo bilhete adquirido para o trem. O bilhete para transportes públicos é muito acessível financeiramente. Sugiro que compre um "T10", ou seja, pagando 9,50 euro (valores de 2012, conferir atualizações) tu tem direito a 10 passagens, sendo que em 1 hora (se não me engano, ou mais) tu pode usar o mesmo ticket para mais de um transporte. Então se tu pegar o trem e logo após pegar o metrô/ ônibus / Tram, usará o mesmo ticket, gastando não mais que 0,90 centavos. Espanha é o país mais barato para transporte público que eu já conheci.  Então, em qualquer estação de trem, metrô e tram tu encontrará máquinas para compra desses tickets. Aceitam tanto dinheiro como cartão, fácil fácil. Ah, não esqueça de sempre validar o cartão nas maquininhas que encontrará dentro do tram ou ônibus, pois os fiscais passam mesmo, eu vi duas vezes.

Em todas as estações de trem encontrará estações de metrô ao lado, assim como em qualquer cidade que já visitei, então se tu está viajando por interrail ou por conta mesmo, é mais fácil para chegar até o centro de trem . Agora, se é de ônibus, a estação de metrô vai ficar a algumas quadras da estação, então se tu carrega mala, será uma caminhadinha chata. Maaas, para isso que existem os táxis (ridicularmente barato). Paguei em torno de 7 euros para andar cerca de 15minutos. Vale muito a pena andar de táxi pela Espanha. No entanto, se por alguma razão precisa ir até o porto de Barcelona, então é melhor pegar um ônibus específico até o terminal que necessita chegar pois a distância será mais longa (o táxi me custou cerca de 20euros).

Pontos turísticos
Como mencionei antes, não parei em hostel, então não tenho indicações de hotel / hostel. No entanto, indicação de pontos turísticos e bares é o mais tenho =)

Park Guell é o meu lugar favorito, construído pelo Antoni Gaudi, que é famozérrimo em Barcelona por sua arquitetura moderna e completamente original. Galera, a entrada é franca! Minha dica é ir num dia de sol, leva teu chimarrão, caminhe pelas trilhas e depois sente no grande terraço para admirar a vista. Gaudi se inspirou muito por elementos da natureza facilmente reconhecidos em suas obras como movimento de ondas, do vento, etc. É um "must see". Tem alguma taxa somente para entrar no pequeno museu, onde era a casa que ele morou por alguns anos. E não esqueça de dar ma passadinha no giftshop e comprar os souvenirs para os amiguinhos hein.






La sagrada família é uma igreja com cara de casa mal assombrada (ok, eu sei que soa incoerente, mas essa é minha percepção da arquitetura, tá hehe). A construção é linda, mas inacabada. Não se espante se tu veres andaimes e construção no topos das torres. É sempre assim, mas nos postais certamente não vemos graças ao photoshop. A visita por dentro é incrível, na época o bilhete custava 16euros mas veja no site oficial os preços atualizados. A arquitetura é algo que tu nunca viu antes, é magnífico cheio de detalhes. Meus amigos, onde me hospedei na segunda vez que estive em Barcelona, moravam há umas 2 quadras da igreja, então eu passava quase que diariamente por lá, e nunca enjoei de parar por um instante para admirar. A primeira vez que vi a igreja eu parei em um restaurantezinho numa esquina para almoçar uma paella e beber uma sangria. Foi uma ideia ótima.





Outras construções famosas do Antoni Gaudi são Casa Milà (conhecida como Casa Pedrera) cuja arquitetura única não envolve um único traço em linha reta. As paredes externas imitam ondas. Logo quase na frente, encontramos a Casa Batlló, ambas abertas a visitações, os preços dos ingressos nos sites. Eu não entrei, mas só a arquitetura me deixou d queixo caído.

La Pedrera

Casa Batlló
O Museu Nacional de Arte é show. Passamos horas olhando as obras de todos os tempos. Fica ao topo da Plaaza España (Praça Espanha) e merece um passeio que envolve o dia inteiro. A praça é gigante e envolve muitos, muitos degraus com direito a escada rolante ao ar livre para quem não aguenta. E viva a modernidade. A vista da frente do museu é esplendida, pois como é no topo do parque, a vista privilegia grande parte da cidade. Mas antes de chegar ao topo, Plaaza España é parada obrigatória. Dica: vá a noite para ver o espetáculo das águas dançantes da fonte, que acontece alguns dias da semana. A praça lota! É muito divertido. 




Agora vamos ao caminho para o museu:







Ah, outro passeio obrigatório são La Rambla de Barcelona. É uma rua/calçadão longo, cerca de 1Km de comprimento, que atravessa o centro de "fora a fora" e acaba no porto. Por essa rua encontramos algumas das atrações da cidade que já mencionei. Essa rua é repleta de lojinhas, principalmente para turistas, e tem alguns bares escondidos pelas ruelas que desembocam do caçadão, super legal. E ao lado leste, encontramos o Bairro Gótico  não deixe de conhecer de dia (para ver as lojinhas alternativas) e de noite (para sentir o clima gótico e obscuro das construções). É um Must see!





Ahhh e a praia Barceloneta!!! 





E as festas... Foi muita diversão. Aqui vão algumas fotos de algumas das muitas festas que fiz, em bares/balada que não recordo os nomes. Just for fun! Falarei sobre as outras cidades que visitei na Espanha na próxima postagem.

Bar chamado Espit chupitos!!!
 


Não lembro o nome desse bar. Era tipo um boteco mas bebíamos espumante hehe
Aqui foi  no 100 Montaditos (recomendadísimo, caneca de cerveja por 1 euro)
E depois fomos ao bar irlandês George Payne


Esse bar é chamado "Silencio" ou "Segredo", não lembro.
Nossa noite de glamour no Shôko


E a nossa despedida da Europa!
Assim que começou nossa última noite em Barcelona
E resultou em muita festa e choradeira

15 agosto, 2014

Galway Bay e Aran Islands: Innishmore

Os irlandeses têm uma música tipica que serve como hino aos felizes beberrões nos pubs tradicionais: Whiskey in the Jar. nativos e turistas cantam enlouquecidos nos bares.


Alguns anos atrás conhecemos a música The Galway Girl, usada no filme PS I love you. Essa música também é muito tocada nos bares irlandeses.


E falando em Galway... Conheci a cidade Galway em dois dias, e foi muito bom. Isso foi no verão europeu de 2012. Fiquei com gostinho de quero mais. Super indico essa cidade para quem gosta de baladinhas e noite em cidades pequenas (não tão pequena assim, é a terceira maior cidade depois de Dublin). É muito fácil de se localizar lá. Nem mapa precisamos na verdade, é só ter um bom senso de direção e perguntar aos nativos (ou estudantes) que lá encontramos na rua. Como qualquer irlandês, eles são super amigáveis.


Minhas dicas são:

Transporte. Trem é meio caro, ônibus de linha também. Então bora pesquisar os 'coaches'. O escolhido: Go Bus: reservando pela internet, a viagem de Dublin até Galway custa cerca de 20 euros para estudante ida e volta. Também pode comprar na hora, eles chamam de "on board", mas custará alguns euros a mais. Local para pegar o coach é facílimo: em frente da Custom House, nas margens do Rio Liffey. Não sabe onde é? Pesquisa em qualquer mapa para turistas ou "google it".  

Depois de + - 2h40minutos de viagem chegamos ao nosso destino: Galway City. Cidade tranquila, bonitinha, tudo pertinho. Chegamos no hostel (indico o Sleepzone, mas estava lotado, então ficamos em um hostel que nem ouso mencionar o nome. Tivemos coragem para aguentar mais de uma noite lá.  Embora o ambiente fosse super descontraído, com galera bem aventureira sempre socializando legal, o hostel é meio velhinho, sujinho, tudo 'inho' para não deixar uma imagem 100% negativa. Para ter uma ideia, não tinha porta no banheiro :O Mas como a companhia era das melhores, e conhecemos um pessoal legal lá enquanto tomávamos nossa cervejinha, minha experiência não se tornou negativa. 


Passeando pela cidade, passamos pelo Arco Espanhol (The Spanish Arch), pelo calçadão (Shop Sreet), rua muito movimentada por turistas, buskers (os músicos que se apresentam em ruas) e artistas me geral. Passamos pela catedral (lindíssima por dentro) e acabamos parando em um tradicional restaurante de fish and chips, uma excelente refeição considerando que Galway é uma cidade de pescadores muito famosa. Sem mencionar os infinitos pubs e suas musicas tradicionais, fácil de ver irlandeses com suas pints de Guinness como cenário do craic irlandês. Dá uma olhada nesse blog, se quiser mais informações sobre pubs em Galway. 







DICA
Se tu vai para Galway também pode conhecer dois lugares fantásticos, dignos de visita, que ficam pertinho da cidade. Se vai de carro, melhor. Se vai de bus, tu encontrarás agencias de turismo no centro. Um é o Cliffs of Moher, no condado de Clare, outro é Aran Isands, as ilhas que ficam a oeste de Galway, sendo a maior chamada Innshmore.

CLIFFS OF MOHER

Bom, eu já havia ido ver os penhascos mais famosos do mundo um ano antes, em 2011. Eu fui com uma agência turística de Dublin. É possível encontrar várias pelo centro, uma delas se encontra quase na frente do Trinity College. O bus saiu de manhã cedo e retornou a noitinha e os preços variam, mas calcula uns 30 euros (pode ser menos).




O visual é fantástico! Leva um casaquinho que estará ventando (e provavelmente frio). Eu tive uma sorte de ir em um dia ensolarado. Foi uma das experiencias mais lindas que presenciei, com exceção dos cliffs da ilha Innshmore que comento abaixo. Acho que por se tratar de uma ilha em que o tempo parou, como queremos acreditar, o misticismo todo em cima dos antepassados tomou conta da minha visita lá e tornou minha experiência mais vívida.  

ARAN ISLANDS

Lugar magnífico. Em Galway pegamos um farry boat, tikets comprados em uma agência o centro da cidade. Não custou caro, dá uma olhadinha no website oficial para conferir preços atualizados. A viagem de barco foi tremendamente ventosa e fria (era verão gente, julho de 2012). Foi minha primeira experiência em um ferry boat e adorei. Nauseei um pouquinho, mas nada de mais. 




Chegando lá minha dica é: aluga uma bike se o tempo estiver bom. Nós pegamos uma van (custo de +- 20 euros) que fez um tour pela ilha, com direito a explicações e piadinhas do motorista. Aii, como adoro os irlandeses. A ilha é habitada basicamente por pescadores e artesãos que movimentam a economia local. Nas escolas a língua ensinada é a língua nativa, que também é oficial, irlandês (originado do gaélico). Por mais que o inglês, como segunda oficial, seja mais usada na capital do país e em cidades maiores, muitas cidades pequenas e vilarejos mantém a cultura de falar irlandês entre eles e muitas palavras são incorporadas ao vocabulário diário em inglês (bem como entonação e pronúncia).





Parada final: os penhascos. A vista é linda, é possível deitar ou sentar na beirada (sempre com atenção, crianças) para deslumbrar as ondas batendo nos rochedos. O ambiente com algumas ruínas e teorias de uso (como no tempo da famosa Stone Henge na Ingaterra, mas em proporções infinitamente menores e formatos diferentes) me fez lembrar dos tempos dos druidas em seus rituais de adoração a lua, ao sol, aos elementos da natureza. É simplesmente magico.





E por fim, refeição em um restaurante bem rústico, com aquele cardápio mais que irlandês: sopa de legumes acompanhada com torradas e manteiga/geléia e um chá verde. 



Restaurante em frente ao giftshop

Não deixem de conhecer esses lugares. Eles são mágicos e diferentes de qualquer outro lugar na Europa.