14 dezembro, 2015

To all my friends!

I wrote this text in order to send to a travel website which accepts collaborations. However, I don't think it's good enough, so I decided publishing on my blog :) Hope my friends from Brazil enjoy the challenge of reading in English, and my friends around the world enjoy getting to know me a bit better through my thoughts posted in this text.

PORTUGUESE
Escrevi esse texto pois pretendia enviar como colaboração para um site de viagens, mas desisti por não achar que está bom o suficiente. Como estou com preguiça de traduzir, resolvi postar aqui. Espero que meus amigos tenham uma boa leitura. 


For some unknown reason in my life I’ve never stayed in touch with my old friends on a daily basis. When I was teenager I moved to a new city with my family for the first time – it was when I felt like I was born to travel. Although the homesickness and the fear of leaving everything behind were there, the feeling of discovering a new world with different people to share ideas and different places to get to know was stronger. Now I know I am the kind of person who is fascinated with changes and all challenges that come in the “combo package” of travelling. The feeling of conquering a new space in a new workplace and new friends has always been a motivation for me to move on happily with my changes. After all, our planet moves constantly, so why not feeling grateful and excited considering that our world changes every day, every moment?

I’ve lived in five different cities so far - in three different countries for different purposes. In all these experiences I made new friends. I did not always succeed when it comes to make friendship last though. However, I have always tried to keep in touch with my special friends in many ways, for example: sending text messages once in a while, emailing with a long and non-exhaustive text (sometimes exhaustive, I confess) about my current life, commenting on photos from our past shared on social network – thank you technology for helping us keep in touch.

Knowing different people in my trips is the best part of travelling, but there are not only happy moments. Sometimes it hurts. Saying goodbye to a friend is not worse than spending the last days doing the “last things” together when one is leaving the country. The thoughts that you will no longer live your daily life with this person are present and constant every day. I have done that so many times that I lost count. I was that person two times, saying good bye to my favorite spots in town and to my friends I had to leave behind. It’s scary I would say. But I learned that no matter the distance is, good friends are always going to be in our hearts.

11 dezembro, 2015

visto turista na Russia

Hoje lembrei que não tenho escrito textos com informações práticas sobre estadia e burocracia na Russia. Caso alguém esteja interessado em morar um tempo na Russia e encontre esse texto online, espero poder ajudar.



Burocracia - preparação para o visto, se precisar

Existem vários blogues/websites que auxiliam na aplicação do visto para a Russia; explicam como proceder; dão dicas de prazos e informações. Um dos muitos sites que encontrei foi esse aqui: Way to Russiaem inglês. No entanto, durante minha preparação para a viagem no inicio do ano, eu não encontrei muitos relatos sobre a situação dos brasileiros turistas. Alguns meses atrás publiquei um texto com dicas/passos para brasileiro retirar o visto, onde explico com detalhes a minha experiencia e enfatizo a importância de planejar com muita antecedência, uma vez que o processo na Russia demora cerca de um mês + postagem para o Brasil + aplicação do visto aqui. Deixa contar um exemplo: Minha colega de trabalho que chegou duas semanas atrás. Ela é de Taiwan. A carta convite da escola foi enviada em junho, mas foi redigida com um erro no nome, portanto, a instituição teve que enviar novamente. Todo o processo de redigir a carta, levar na imigração para oficializar e enviar para Taiwan levou mais um mês, aproximadamente, julho ou agosto. Novamente com um erro.... Ela deveria ter chego em Volgodonsk em Setembro, mas como tiveram que enviar uma terceira carta convite, ela só chegou final de novembro. O problema é que ela precisa do visto para entrar na Russia. já brasileiro não, apenas se quiser oficializar que vens a trabalho.

Entrada / Saída de Brasileiro/a na Russia 

A Russia tem um acordo com o Brasil o qual autoriza a entrada e permanecia de brasileiro por té 3 meses como turista. Independente de onde tu vens (direto do Brasil ou de outros países, caso esteja morando no exterior ou fazendo mochilão). O procedimento é simples: Na imigração no aeroporto tu deves preencher um documento com algumas informações pessoais, data de saída (no máximo até 90 dias) e tcharam! Carimbo de entrada! Só. Não me pediram documento que comprova estadia em algum hotel ou casa de amigo, nem pediram meu exame de sangue (segundo o site do consulado, isso é requerimento). Foi até mesmo simples. Mas recomendo que tenham esses documentos em mãos caso peçam. Em até 7 dias a pessoa responsável por ti (caso venha para trabalho/voluntariado/visitante) deve registrar teu passaporte na imigração. Ou se tu for parar em algum hotel/hostel, eles mesmo fazem (mas alguns cobram uma taxa).

Já a saída deve ser antes de expirar os 90 dias. No aeroporto me fizeram algumas perguntas como: "Porque tu esteve na Russia?", "O que fazia em Volgodonsk?", "Por que está indo para a Turquia?". Minhas  respostas foram simples: "Eu gosto da Rússia", "Eu fiz trabalho voluntário ensinando inglês em cidade pequena", "Eu gosto de viajar, é isso que faço". Um deles ainda me disse "Ah, como hobby?" E eu disse "isso!". Foi engraçado pois embora a cara fechada deles, eu sei q eles são gente boa e estavam sendo curiosos, basicamente.

Segunda entrada depois dos 90 dias

Bueno, a segunda entrada é simples também, mas oficialmente deve ser feita após 3 meses da data de saída do país. E não esqueça de registrar teu passaporte mais uma vez. Em teoria isso deve ser feito em cada cidade que tu visitas, para controle, mas quando eu viajo dentro da Russia, eu não registro. 

30 novembro, 2015

Sobre viajar sozinha

Sobre viajar sozinha, tenho uma coisa a dizer aos viajantes: experimente pelo menos uma vez na vida. 




Fiz algumas viagens sozinha durante os últimos 5 anos e vivenciei muitas experiências novas a cada viagem. É nesse tipo de viagem que nos conhecemos melhor, que sentimos emoções novas, experienciamos aventuras diferentes apenas pelo fato de não termos alguém com quem dividir questionamentos, planejar roteiros ou mesmo comentar o que vemos. 

Muitas pessoas que não viajam sozinhas me dizem que o fato de não ter ninguém para fazer companhia amedronta - o medo de se sentir solitário. Mas eu afirmo que, depois de tantas aventuras que passei, viajar sozinha me ajuda a me conectar com meu eu interior. Ajuda a nos tornarmos mais independentes e pró-ativos. Sair da zona de conforto faz com que nos sintamos vivos e essa experiência mostra que existe muito da gente que não temos ideia, e é la fora da nossa zona de conforto que descobrimos. 

Eu não tenho medo de me sentir solitária. Pelo contrario, é viajando sozinha que conheci muito mais gente. Pois sem uma parceria de viagem, necessitamos interagir com o mundo. Eu já conheci outros viajantes em hostel, ponto turístico, bar, até em fila de banheiro. A minha mais recente experiência foi o couchsurfing, e foi incrível. Conheci os meus hosts que me apresentaram seus amigos... assim minha rede de amizades e contatos se expandiu, algo que com menos facilidade (e as vezes zero chance) aconteceria se eu estivesse viajando com amigos e me hospedando em hotéis. 


Quer viajar mas não tem companhia? Minha dica é: se aventure! Pega tua mochila, reserve um hostel ou procure alguém no couchsurfing. Só tenho histórias boas para contar :)

Romanovskaya e Tsimlyansk, sul da Russia

O vilarejo de Romanovskaya, na província Rostov Oblast ao sul da Russia oferece vários atrativos. No verão, é ótimo para passar o domingo ou acampar no fim de semana, uma vez que parte do rio serve de "praia" para os cidadãos de Volgodonsk e região. A maioria das famílias vai pelo menos uma vez no verão para piquniques ou se banhar no rio. No entanto, não tive o privilégio de conhecer em dia ensolarado, apenas em um dia de outono, antes que a temperatura caísse ainda mais. Mas mesmo assim me encantei. As fotos abaixo são de um parque recentemente inaugurado as margens do rio Don. Tem esculturas para todo o lodo, uma área de playground linda para as crianças e vários bancos para o pessoa se acomodar os dias de sol e calor. A paisagem é linda!












Tsimlyansk é uma cidade antiga (fundada em 1672) na província Rostov Oblast. nas margens do reservatório principal da região. Cidade agradável, pequena, onde muitas pessoas de Volgodonsk passam o fim de semana em uma pousada, ou mesmo passeiam no parque aos domingos. Adorei conhecer suas casas antigas com sua arquitetura pre-soviética. Gostaria de ter tirado mais fotos, principalmente das ruas, e no parque, mas estava escuro já. Mas dá para ter uma ideia do que ver por lá :)






02 novembro, 2015

meus 60 dias e reflexões

Já completou dois meses que cheguei em Volgodonsk, cidade na região dos Cossacos, país que tem mais variedade de vodka no mercado do que água. Embora eu esteja no sul, aqui é frio para caramba. Logo no outono já estou usando as minhas roupas de inverno que usava na Irlanda. Estou aqui a apenas 60 dias e já tenho muita experiência legal para compartilhar. 


Sempre penso que no geral, as pessoas são legais comigo, embora mostrem poucos sorrisos. Tenho conhecido pessoas que quero carregar junto comigo quando eu for embora, mas terei que guardar a memória e o sentimento de saudade no coração - e em fotos e contatos no FB e VK - Obrigada tecnologia! 

Sinto que aqui muitas pessoas me enxergam como uma ETzinha, mas vejo muitas pessoas corajosas que me chamam na rua para praticar o inglês esquecido do tempo do colégio e saciar a dúvida sobre minha nacionalidade e propósito aqui. Me surpreendi em muitos aspectos, principalmente sobre a comida e a facilidade em ter uma rotina sem falar a língua local. Eu tinha alguns medos como não ter amigos, pois achava que eles eram mais fechados, mas logo na primeira semana já me convidaram para jantares e passeios pela cidade. 

Me sinto a vontade aqui, embora os desafios no trabalho sejam incessantes. Todos os dias estou aprendendo um pouquinho, tanto na minha qualificação profissional, quanto nas relações interpessoais. E o principal, estou constantemente aprendendo - e melhorando, assim espero - a conviver não somente com as pessoas que vejo diariamente, mas comigo mesma. Eu sempre acreditei que o fundamental não é ter uma experiência no exterior ou estágio de forma isolada, apenas foco no trabalho, mas a autoconsciência e interação social também contam muito, ainda mais em um país com cultura completamente diferente da nossa. Desde sempre mantive a cabeça aberta para aprender com meus erros - e olha que aprendi muuuuita lição no passado - e acho que cada ano que passa eu estou acertando um pouco mais nas minhas escolhas e interação com as pessoas. 


Gostaria que todos meus amigos pudessem ver o que vejo e vivenciar o que vivencio, pois essa experiência é única. Da svidanya.